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Win Rodrigues

Win Rodrigues - wintemberg@digi.com.br

Comentário Empreendedor

Win Rodrigues, 30, é administrador pela UFRN e escritor, autor do livro (teatro) Dr. Gänsehaut. Escreve, normalmente às quartas-feiras, sobre assuntos diversos sob a ótica do empreendedorismo. Twitter.

Gafe diplomática de Lula

terça-feira, 16/março/2010

Dedico estas linhas ao Estado de Israel e à memória de Theodor Herzl, fundador do movimento sionista.

O presidente Lula fez a primeira viagem de um chefe de Estado brasileiro ao Oriente Médio em mais de 100 anos, mas já começou com o pé esquerdo. Lula teria tudo para fazer uma visita histórica, mas a tendência austera e inflexível da diplomacia brasileira falou mais alto. O presidente brasileiro tem conseguido bom prestígio político no mundo por poder conversar com polêmicos atores da política global como os presidentes do Irã e Venezuela, mas em sua passagem por Israel foi convidado a visitar o túmulo do sionista Theodor Herzl, figura respeitadíssima e autor do movimento que recriou o Estado israelense. Lula foi insistente em não aceitar a proposta que não tinha sido agendada, porém não havia aparentemente nenhuma razão para ir ou não ir, segundo o Ministério das Relações Exteriores. A falta de ação de Lula causou espanto no mundo entre os analistas de política externa e, acredito, em muitos brasileiros que não concordam com tal atitude que não representa a opinião de todos os povos que ele governa. Como resposta ao desrespeito a tão importante convite, o ministro dos Assuntos Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, boicotou a sessão especial no Parlamento israelense (Knesset). A situação foi ainda mais desagradável para os israelenses quando souberam que Lula visitará o túmulo do histórico dirigente palestino Yasser Arafat durante sua visita a Ramala na quarta-feira. A visita a Israel, que tinha tudo para ser exitosa depois da consagração de Lula como excelente estadista, tornou-se uma histórica gafe diplomática e um sinal de que o mediador Lula não demonstrou ser tão empático quanto o mundo acreditou que fosse.

Assim, ao tocar no Oriente Médio, o maior ponto de conflito do mundo, Lula perdeu uma grande oportunidade de confirmar seu potencial como mediador. A rigidez de Lula e do Itamaraty em insistir em dizer não a um simples, porém tão importante convite, demonstra um grande deslize diplomático que abrirá feridas que demorarão a cicatrizar. Em seu estilo de diplomacia inflexível e irredutível, acaba desconsiderando algo importante para o povo que pretende conquistar com seu discurso. Talvez Lula consiga sucesso diplomático na América Latina ou em outros lugares menos tensos e que não exijam tanta arte quanto no explosivo Oriente Médio. Assim Lula começou no Oriente Médio com o pé esquerdo, e corre o sério risco de voltar ao Brasil com um grande déficit diplomático. Lula subestimou a importância do movimento sionista e não teve a empatia necessária para entender o que o sionismo e seu fundador Theodor Herzl significam para Israel, um país que se espalhou pelo mundo e só depois de muitos séculos voltou a ser nação. É provável que a credibilidade internacional de Lula como mediador tenha caído em torno de 50% depois de tamanha gafe. Por isso, colocando na balança, talvez a ausência do atual presidente brasileiro nas mediações internacionais não seja tão grave quanto os graves erros diplomáticos que ele corre o risco de cometer, abrindo feridas difíceis de sarar. Lula é muito bem sucedido como presidente brasileiro, pois brasileiro com brasileiro se entende, fala-se a mesma língua e conhece-se o mesmo código. Assim é difícil o presidente do Brasil fazer algo que sabe que vai chocar seu povo. Mas, quando se trata de um outro povo, uma outra nação, é melhor pensar duas vezes antes de tomar certas atitudes nada empáticas. Lula chegou a Israel com prestígio, mas sai de lá como um aluno que tirou nota baixa, baixou seu prestígio e ficou em recuperação. Especula-se que Lula poderá ser presidente da ONU, mas precisará correr atrás do prejuízo. Se Lula conseguir passar nessa prova de fogo no fogo cruzado do Oriente Médio, então o cargo lhe será mais que merecido. Senão, é melhor deixar os assuntos externos para líderes mais empáticos e menos polêmicos.

PS: Cronologia da recriação do Estado de Israel

1838: Em Viena (Áustria) foi fundada “Die Einheit” (”A Unidade”), uma organização judaica secreta destinada a fomentar a emigração dos judeus para a “Palestina”.

1840: Lord Palmerston, o ministro do Exterior britânico, encarrega a embaixada britânica na Turquia de interceder junto ao sultão turco pelo retorno dos judeus à “Palestina”.

1844: O pastor britânico Bradshaw sugere que sejam disponibilizadas consideráveis somas de dinheiro para uma nova colonização da Terra Santa.

1849: O coronel britânico e sionista cristão George Gawler (1796–1869) acompanha o filantropo judeu Sir Moses Montefiore em uma viagem à Terra Santa e convence-o a investir na reconstrução da nação judaica.

1860: Na cidade prussiana de Thorn realiza-se uma conferência judaica. É discutida a possibilidade de fundar uma nação judaica na “Palestina”.

1864: O cristão e sionista suíço Henri Dunant (fundador da Cruz Vermelha) solicita a Napoleão III e a outros chefes de Estado que apóiem o retorno dos judeus à Terra Santa.

1865: Após duas visitas à Terra Santa, o luterano e sionista alemão Dr. C. F. Zimpel publica um “Chamamento a toda a Cristandade e aos Judeus em prol da Libertação de Jerusalém”.

Pouco tempo mais tarde, Zimpel escreve profeticamente: “No final, a emigração para a Palestina será a única salvação para os judeus. Eles serão odiados por todos”.

1874: O filho do cristão sionista George Gawler, John Cox Gawler, dá continuidade à obra de seu pai e torna público um detalhado e prático projeto para a povoação de Eretz Israel (a terra de Israel) pelos judeus.

1875: O cristão sionista Henri Dunant funda em Londres a “Palestine Colonization Society”. Seu alvo: apoiar e facilitar o retorno dos judeus a Israel.

1878: O homem de negócios e missionário americano William Blackstone publica seu livrete “Jesus Vem”, no qual conclama a uma retomada da vida nacional judaica em Sião.

1881: No leste europeu, o movimento religioso-sionista “Hibbat Zion” (”Amor por Sião”) conclama à emigração judaica para a “Palestina”.

1882: O judeu alemão Leo Pinsker escreve seu livro “Auto-Emancipação”, onde apela aos judeus para que iniciem uma “volta nacional para as margens do rio Jordão”.

1882–1904: Mais de 25.000 judeus do leste europeu emigram para Eretz Israel (primeira “aliá” [imigração]).

1884: William Hechler, cristão sionista e pastor da embaixada britânica em Viena, escreve “A Volta dos Judeus à Palestina Segundo os Profetas”. Posteriormente, ele faz amizade com Theodor Herzl, a quem aconselha e aproxima dos líderes europeus.

1896: Theodor Herzl publica seu livro “O Estado Judeu”. A obra é a base do sionismo político e um guia para a fundação do novo Estado de Israel em 1948.

1897: Acontece o primeiro Congresso Sionista na Basiléia (Suíça). O sonho sionista de Herzl apela principalmente aos judeus do leste europeu, que iniciam a dura viagem a Israel. Convidados de honra do Congresso, além dos 159 delegados, foram os proeminentes sionistas cristãos pastor William Hechler, Henri Dunant e o pastor luterano alemão Dr. Johann Leptius.

O movimento religioso “Hibbat Zion” adere à Organização Sionista, de orientação secular.

1898: Após intenso lobby do pastor William Hechler, o imperador alemão Guilherme II foi o primeiro líder europeu a publicar um manifesto de apoio ao sionismo.

1914: Entre 1881 e 1914 mais de 60.000 judeus russos partem para Israel. Outros dois milhões fogem para os EUA e 200.000 vão para a Inglaterra.

1917: O ministro do Exterior britânico Lord Balfour declara que a Grã-Bretanha apóia oficialmente a fundação de um “lar judeu” na “Palestina”.

O presidente americano Woodrow Wilson apóia a “Declaração Balfour”. Ela passa a ser a base jurídica para futuros documentos da Liga das Nações e das Nações Unidas.

A partir de 1919: Primeira onda de emigração de judeus alemães para a “Palestina”.

1936–1939: O oficial britânico cristão Charles Orde Wingate forma tropas de combate judaicas na “Palestina”. Sob sua liderança, elas combatem o terrorismo árabe. Por sua postura sionista, ele é transferido em 1939.

1945, 30 de abril: Suicídio de Hitler.

1945, 9 de maio: Capitulação incondicional da Alemanha. Fim da Segunda Guerra Mundial, que dizimou aproximadamente 60 milhões de pessoas.

1948, 14 de maio: Fundação do Estado de Israel com a Declaração de Independência proferida por David Ben Gurion.

1949: Jerusalém torna-se novamente a capital de Israel.

1950: O sionista cristão Pierre von Paaschen publica o “Jewish Calling” (”Clamor Judeu”), onde transcreve o lamento de Raquel da seguinte maneira: “Se Israel morrer, Tua Torá ficará vazia e sem valor. O mundo não será salvo. Se Israel for apagado da face da terra, Tu não serás mais o Santo de Israel”.

1967: Durante a Guerra dos Seis Dias, Israel conquista a Judéia, a Samaria, as colinas de Golan, a Faixa de Gaza e Jerusalém Oriental. Inúmeros lugares sagrados do judaísmo e do cristianismo voltam ao domínio judeu.

A URSS rompe relações diplomáticas com Israel.

A Holanda assume a representação diplomática israelense na União Soviética, tornando-se responsável diante das autoridades pela emigração dos judeus soviéticos para Israel.

1971: Em uma carta dirigida ao jornal “L’Osservatore Romano” do Vaticano, o teólogo católico e sionista cristão John Oesterreicher critica a postura anti-israelense do jornal e da igreja católica: “Enquanto cristãos e muçulmanos usufruíam de liberdade religiosa em Israel sob o domínio jordaniano (1948–1967), os judeus eram privados desse direito. Eles não podiam nem orar junto ao Muro das Lamentações… Não se ouviu protestos dos cristãos contra a destruição de todas as sinagogas na parte oriental de Jerusalém, administrada pela Jordânia.”

1972: A partir desse ano cresce novamente a imigração de cidadãos judeus oriundos da URSS. Na década de 70 chegaram aproximadamente 100.000 judeus russos a Israel.

1989: De outubro de 1989 até o final de 1999, mais de 700.000 judeus russos chegam a Israel.

1998: O jovem Estado de Israel comemora seu 50º ano de existência.

1999: Israel tem mais de 6 milhões de habitantes, dos quais 4,8 milhões são judeus. O forte fluxo de imigrantes judeus do leste europeu se mantém.

28 comentários

  • Lucas Fernando Amorim : -

    Ser boicotado por Avigdor Lieberman é quase um elogio, não que Lula esteja certo em deixar de visitar o túmulo de Theodor Herzl, quando convidado.
    Acho que é muito cedo para você dizer todas estas coisas, sendo que o presidente do Brasil ainda não se pronunciou.
    Aposto que Theodor Herzl não concordaria com a política racista de Avigdor Lieberman, e de Israel como um todo.

  • José Antônio Pereira Rodrigues : -

    Seus porta-vozes autorizados já se pronunciaram, sim. Alegaram que o chefe não foi avisado em tempo, essas coisas de agenda. Conversa fiada de bom tapiador (no caso, msl, pois não convence). O presidente tem tempo para umas e outras, e não vai ter para uma visita ao túmulo de um personagem histórico da mais alta valia para a nação anfitriã. Inventa outra, companheiro.

  • gustavo : -

    nao se podia esperar outro tipo de comportamento de um apedeuta que nao sabe nem falar, é ignorante por natureza grosso e sem educação nao respeita os povos e suas tradições, ir em israel e nao visitar o tumulo do fundador do estado de esrael é ser muito mal educado, isso é tipico de uma pessoa com cabeça esquerdopata esquisitoide, toda esta cambada é assim mesmo vivem no seculo 19, nao perceberam que o mundo mudou , e mudou para melhor

  • Luís F. Lisboa : -

    Lula fez bem não ter ido. O sionismo trouxe e continua trazendo muitos problemas para a mundo. Ghandi era terminantemente contra o sionismo. Einstein, apesar de judeu, era contra o sionismo: “Conhecendo o judaísmo como conheço, será um grande perigo para a humanidade a criação de Israel”. (Albert Einstein- Judeu anti-sionista)

  • Joaquim : -

    Para os igonorantes, analfabetos, que não estudaram história nem Direitos Humanos, não sabem a importancia do Movimento Sionista. Para aqueles que só sabem história lida nos jornais, ou as impressões do marketing palestino, certamente não entederão e se deixam levar pelo ideal anti sionista.
    “Sursum corda!!” será que o mundo está mais analfabeto?
    Mas, voltando para o presidente, se fosse para um bar….

  • Lucas Fernando Amorim : -

    Joaquim “igonorantes”? Belo exemplo de alfabetização.

  • Win Rodrigues : -

    Lucas,

    Israel não é racista, mas um país cercado de inimigos que usam a pior arma existente: o terrorismo. O povo só procura se proteger e voltar a viver num lugar que lhe diz respeito desde a antiguidade. Nada mais justo. Sobre o chanceler, ele só refletiu o constrangimento que ficou claro para todos, principalmente para o povo de Israel, fato que os analistas confirmam. Foi uma flecha lançada, não tem como voltar ao passado e apagar. Lula perdeu importantes pontos no seu maior teste de estatista mediador no fogo cruzado do Oriente Médio. Reverter isso será como tirar leite de pedra.

  • Win Rodrigues : -

    José,

    Realmente, primeiro o Itamaraty diz que Lula não tinha nenhuma razão para ir ou para não ir, assumindo total neutralidade na decisão do presidente. Depois disse que foi falta de agenda, que estava com pouco tempo. O que todo mundo sabe é que Lula cometeu um grande deslize justamente num momento tão importante de sua carreira no exterior, quando teve a chance de ganhar a confiança do povo judeu. Realmente, nenhuma das desculpas foram convincentes. A embaixadora Dorit Shavit, diretora-geral para América Latina do Ministério das Relações Exteriores, tentou diminuir a intensidade do incidente afirmando que Lula talvez não saiba o que o Herzl significa para o povo judeu. Por mais incrível que pareça, é melhor que a negativa de Lula em fazer essa simples visita simbólica seja somente falta de informação mesmo.

  • Win Rodrigues : -

    Luís,

    Einstein também, ao contrário dos judeus, não acreditava em Deus conforme o seu povo acredita.

    O sionismo propiciou a criação do Estado de Israel e isso foi uma grande conquista. Não podemos falar em um movimento perfeito. Afinal, todas as conquistas políticas das nações são envolvidas em intrigas e polêmicas. Pelo contrário, o movimento sionista deve ter sido aquele em que se criou uma nação de forma totalmente legal, amparada pela ONU. Se ainda há problemas, é preciso buscar soluções de forma pacífica, mas não recorrer ao terrorismo. É fácil apontar Israel, mas nenhum país gostaria de estar em posição de ter tantos inimigos visíveis e invisíveis.

  • Flávio Amorim : -

    Ainda bem que Lula não disse que “matava a cobrava e mostrava o pau” pois, segundo ele mesmo se referiu, o político, no Brasil, quando quer mentir, diz que “mata a cobra e mostra o pau”… Ops! acho que, se não me falha a memória, na última Conferência do Meio Ambiente”, Lula, num rasgo de improvisada oratória, disse, ao informar aos participantes da tal Conferência que o Brasil estava fazendo mais que sua parte em favor do Meio Ambiente, disse que, no Brasil “a gente mata a cobra e mostra o pau”… sai pra lá, cara-pálida!

  • josé : -

    ISRAEL PRATICA HOJE O HOLOCAUSTO CONTRA O POVO PALESTINO. UM ABOMINÁVEL GENOCÍCIO! OU SEJA, O CRIME CONTRA A HUMANIDADE QUE “é um termo de direito internacional que descreve atos de perseguição, agressão ou assassinato contra um grupo de indivíduos, ou expurgos, assim como o genocídio, passíveis de julgamento por tribunais internacionais por caracterizarem a maior ofensa possível.”
    ENTÃO AS CRÍTICAS VISTAS AQUI CONTRA O PRESIDENTE LULA SÃO PRÓPRIAS DA IGNORÂNCIA POLÍTICA DE UNS E DO PRECONCEITO DE OUTROS.

  • Marly : -

    O pior é vermos (nesta pagina) esses comentários preconceituosos contra o Brasil, contra o Governo, contra o Presidente. Só mostra como existe ainda entre muitos brasileiros uma compreensão subalterna, mesquinha, de colonizado e de inferioridade em relação à Europa, aos EUA, etc. Observem que em relação ao Presidente Lula, as críticas deixam claro o preconceito (analfabeto, nordestino, pobre, preto, cachaça, etc e etc).
    Lamentável.

  • TIAGO MIRANDA : -

    O “incidente diplomático” provocado pela decisão da delegação de não incluir na agenda de Lula uma visita ao túmulo do criador do movimento sionista precisa ser visto na exata dimensão de seu significado político. E não há dúvidas quanto ao acerto da recusa a um convite feito de última hora. Afinal, o que propõe o sionismo e quais suas implicações para a paz na região conflagrada? Haveria compatibilidade entre a carga simbólica do evento e uma posterior encontro com autoridades palestinas?.

  • TIAGO MIRANDA : -

    O Estado de Israel se definiu como uma nação que despreza a opinião mundial, não reconhece a comunidade internacional e ignora quaisquer decisões colegiadas que não lhe pareçam convenientes. A ” gafe” de Lula demonstra uma inequívoca compreensão do tabuleiro geopolítico do Oriente Médio. Que outras sejam cometidas.

  • Wallec : -

    O mundo estaria melhor sem Israel. Todo império tem seu apogeu e sua queda, sempre foi assim durante toda a história da civilização. O que vai ser de Israel e de seu povo quando esse momento chegar? Colhe-se o que se planta.

  • Win Rodrigues : -

    Caros leitores anti-Israel,

    Israel tornou-se uma nação em 1312 a.C. e tem todo o direito de continuar nação após séculos de perseguição. Desejar o contrário é que é contra os princípios do direito internacional.

    Israel fez algo errado? A própria Bíblia relata governos injustos em Israel, inclusive Jesus foi morto a pedido dos judeus. O próprio Jesus foi rejeitado pela maioria dos judeus. Mas nem por isso Jesus condenou Israel a inexistência. O que deve haver é diálogo, é preciso também entender e colocar-se no lugar de uma nação cujos inimigos são muitos, inclusive terroristas que tiram suas próprias vidas para matar a muitos. Por que esses terroristas não são comentados quando se fala mal de Israel? Porque não se comenta o que as grandes potências fizeram ao colonizar a África e Ásia e deixá-las depois devastadas? Porque não se fala nas guerras napoleônicas ou até mesmo na sangrenta Revolução Francesa? E o que dizer das recentes guerras contra o terror? E o terrorismo praticado por fundamentalistas? E as guerras feitas contra índios e negros no Brasil, sem contar Canudos e outras revoluções sangrentas. Todos essas são falhas humanas de homens que controlam as nações. Essas nações devem ser extintas? Não, mas sim educadas à paz.

  • Augusto : -

    Caro senhores,

    O povo judeu, gostando ou não é o povo escolhido por DEUS. JESUS CRISTO era judeu. Qaundo uma pessoa se coloca contra o povo judeu, se coloca a favor da exterminação do povo judeu. Desde o faraó que colocou seu exército em perseguição ao povo judeu, DEUS os socorreu. Não vai ser um presidente brasileiro que vai alterar em nada a vida dos judeus. A vida dos judeus só depende de DEUS. O resto é besteira.
    Agora que o presidente fez uma enorme desfeita com todos os brasileiros que acreditam em DEUS, isso ele fez. Isso se perdoa, mas não se esquece.

  • Augusto : -

    Vejam a história do povo palestino que foi espulso da Jordânia ( o rei da Jordânia colocou os tanques de guerra em cima do povo palestino, pois eles queriam derrubar o rei), foi espulso do Egito, no destruíram o Líbano em uma guerra, onde chegam, tem confusão, é um povo valente, gosta de guerra, e quer destruir o estado de Israel. O mais impressionante é a cabeça dos comunistas brasileiros (Fidel disse espantado ” só existe ainda comunista no Brasil e em Cuba!”)que defendem o comunismo da Coréia do Norte (país gente fina! Matou milhões de pessoas de fome), o regime do Irã (quer usar a bomba atômica para extinguir um povo! Vai junto os palestinos!) e outras coisas mais retrógradas!

  • Cadu : -

    Mais um calunista pagando pau para estrangeiros. Você tá tentando um emprego na veja junto ao Rei e seus outros comparsas? Sem mais comentários …

  • Cadu : -

    Augusto, Acho que você foi EXPULSO(escreve assim) do colégio e nunca foi readmitido. kkkkkkkkkkkkk

  • Marcel : -

    Rapaz,

    O teu artigo está cheio de senso comum… Seria bom tomar mais cuidado… Se guiar pela Veja, pelos editoriais da Folha, do Globo e Estadão é muito perigo quando se quer conhecer ou opinar sobre algo. Prefica cientistas político, como por exemplo, José Fiore, Belluzo… o pessoal do Inst Rio Branco….ou ainda, alguns jornalista especializados em política internacio. No Valor Eonômico de hoje tem um ótimo artigo do Sérgio Leo.. Seria bom espiar.. e pesquisar o que já foi escrito por especialistas sobre a visita e o que ela representa dentro do novo desenho da geopolíca mundial, da nova divisão internacional dos negócios, do trabalho… É isso.

  • Win Rodrigues : -

    Cadu,

    Não é porque somos brasileiros que devemos dar o aval a tudo o que o presidente faz ou diz. Lula receberá os elogios quando merecer, mas quando cometer erros deve receber as devidas críticas, principalmente quando são erros tão significativos como esse e que não devem ser repetidos. Muita gente o criticou por essa gafe, não somente eu ou a turma da veja. É preciso saber admitir quando se erra. A atitude de Lula enfraqueceu sua imagem em Israel. Oriente Médio é muito mais que América Latina. Ali cada detalhe é importante. Mas, que ele tenha aprendido essas lições.

  • Win Rodrigues : -

    Marcel,

    Sugiro que faça o mesmo vendo opiniões fora desse eixo. E que se coloque na posição de um judeu. E mais: não li nenhum editorial desses veículos citados. Apenas dei minha própria opinião partindo do princípio de que um mediador deve ser empático. IRB pertence ao Itamaraty, então vamos falar de imparcialidade também, e não apenas de senso comum. Aliás, o senso comum também tem o direito de estar certo.

  • josé : -

    Tem razão o Marcel. É isto que acontece quando se aborda um tema de tanta relevância política, mostrando desconhecimento de causa. Esse debate está “rico” em desconhecimento do assunto. O articulador vem mostrando desconhecimento entre JUDAÍSMO E SIONISMO. Pois que, é bom que se diga, que afora os sionistas, os únicos que consideraram os judeus como uma raça foram os nazistas. E mais, o sionismo político sequer acredita na existência de Deus e considera a Bíblia um documento do folclore antigo, destituído de qualquer sentido religioso. O que se pergunta hoje é se o sionismo não é igual ao nazismo. Devemos lembrar que o sionismo foi condenado pela ONU como uma forma de racismo contra os árabes. Sobre a “gafe”, também é bom lembrar que nem o presidente francês Nicolas Sarkozy, nem o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, em suas recentes visitas a Israel, foram ao túmulo de Herzl. Finalmente, não são poucos os judeus (dentro e fora de Israel) que condenam o sionismo.

  • Win Rodrigues : -

    Meu caro José,

    Acabei de postar o histórico do movimento sionista acima, no PS, para mostrar que o sionismo não é modismo, mas parte do anseio de um povo que tem direito à sua terra. Ora, a própria ONU e muitos países apoiaram o sionismo durante décadas até que ele consolidasse a recriação do Estado de Israel. O sionismo político precisa misturar fé e religião? Israel não é hoje uma nação teocrática. O que importa é que o sionismo trouxe o povo judeu para sua terra de origem milenar. É isso que está em jogo. Certamente, dificilmente haverá um judeu contra a criação de sua própria nação, e isso é a alma do sionismo, e não idéias nazistas e contraditórias. Não podemos colocar aqui aspectos políticos negativos de homens que não usam a prudência para governar, mas a idéia de que foi esse movimento existente há décadas que propiciou a criação do Estado de Israel. E o mundo apoiou e apoia a criação do Estado. Devemos levar em conta se alguém crer ou não em Deus? Eu sou cristão, e sei que os judeus não crêem em Jesus. Mas, sou totalmente favorável ao Estado de Israel, como ficou claro. Não, amigo, apague as cortinas de fumaça. E veja além do que as aparências podem mostrar. Há muito mais em jogo que a mera superficialidade da leitura diplomática.

  • josé : -

    ??? !!!

  • Eduardo : -

    Carlos Alberto Montaner:

    “Esse homem é de uma penosa fragilidade intelectual. Continua sendo um sindicalista preso à superstição da luta de classes. Não entende nenhum assunto complexo, carece de capacidade de fixar atenção, tem lacunas culturais terríveis e por isso aceita a análise dos marxistas radicais que lhe explicam a realidade como um combate entre bons e maus.”

    Ganha um dindim quem souber o nome!

  • Cadu : -

    Carlos Alberto Montaner é um latino americano que fugiu da America Latina e foi morar na Espanha aos 18 anos de idade. Acho Estão desvirtuando o debate que estava na questão se sionismo é igual ao nazismo ?

    “É FATO histórico que os sionistas fizeram acordos com nazi-fascistas para expulsarem na porrada os judeus pobres que se aproximavam do movimento operário, para povoarem a região da Palestina e garantir a ocupação e a solidifição do estado nazista de Israel. E isto, pra quem não sabe, foi escrito por um historiador israelita. Não é à toa que existe, e de forma bastante organizada, uma organização chamada ‘Judeus Unidos Contra o Sionismo’ (Naturei Karta). Ou seja, sionistas e nazistas sempre andaram de mãos dadas, desde o princípio.” http://www.midiaindependente.org/pt/blue/2006/10/362041.shtml

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