Sex and The City – O Filme
“As mulheres só querem ser salvas pelo príncipe encantado…”
“Charlotte, você já pensou que talvez nós sejamos o príncipe e devemos salvar a nós mesmas?”
“Se o príncipe encantado não tivesse aparecido, Branca de Neve teria dormido em um caixão de vidro para sempre? Ou teria acordado, cuspido a maçã, arrumado um emprego, plano de saúde e um bebê no banco de esperma? As mulheres só querem ser salvas?”
(Carrie Bradshaw, personagem principal de Sex and The City, em um dos episódios da série.)
É por essas e outras que sou fã da série Sex and The City. Colocar nas palavras de uma personagem indagações como a da inútil espera pelo príncipe encantado foi uma idéia genial que rendeu seis anos de sucesso para os produtores da série e para a jornalista Candace Bushnell, responsável pela coluna em um jornal nova-iorquino na qual foi inspirado o roteiro piloto do seriado. Eu estava, portanto, muitíssimo ansiosa para assistir à versão cinematográfica de Sex and The City. Mas as referências negativas ao filme se amontoavam nas páginas de críticas na internet e fui ficando meio desolada. Será que quando se trata de adaptações, até as séries sucumbem?

Como filme adaptado que é, não deveria partir do pressuposto de que todos já sabem o quem-é-quem e quem-pensa-o-que. Tais explicações são dadas, logo na abertura da película, como manda o figurino. Mas o visual de abertura de DVD com os capítulos remetendo a momentos importantes da série tornou o começo uma preparação para um longo episódio de Sex and The City, e não um filme com começo meio e fim. Muito previsível e chato.
O mote principal, nesse longo episódio, é o casamento de Carrie, a jornalista solteirona de 40 anos que se mudou para Nova York com 20 e poucos e fez carreira como responsável por uma coluna que tem por nome o título da série. Mr. Big, o namorado também quarentão e solteirão convicto, agora tem nome, John Preston. A idéia de se colocar no centro das atenções o casamento de Carrie é uma das escolhas que atrapalha. Tudo a que nos remetemos quando pensamos em uma festa de casamento fútil está lá: a prova de vestidos – uma sessão de fotos para a Vogue com modelitos das mais importantes autoridades em moda, a lista de convidados que sempre aumenta, e, é claro, as notinhas nos jornais.

O que talvez o que muitos que só assistirão ao filme não entenderão é o tamanho da carga fetichista e consumista de que está impregnado o dia-a-dia de Carrie e de suas três companheiras – Charlotte, Miranda e Samantha. Cabe dizer, portanto, que um dos defeitos do filme é justamente ressaltar essa vida que gira em torno de sapatos Manolo Blahnik e bolsas Prada, um retrato do consumismo nova-iorquino que era só enfeite do mote interessante da série: os relacionamentos de quatro mulheres de 30 e poucos anos na luta por uma vida que, além de independente, fosse sentimental e sexualmente interessante. Mas quem já não se perguntou de onde vem o dinheiro para os sapatos de milhares de dólares de Carrie?
Também não é à toa que a crítica foi dura com o roteiro do filme. Não há um eixo condutor como aquelas indagações que Carrie se fazia, como a que coloquei antes deste texto. A história do casamento não funciona como mote principal, primeiro porque soa muito falsa como projeto de uma personagem que sempre se recusou a acreditar em contos de fadas, e segundo porque as outras histórias conseguem gerar indagações até mais verossímeis. A situação vivida por sua amiga Miranda, a meu ver, é a mais interessante do filme, por gerar questionamentos palpáveis, como a continuidade de um conceito de casamento em que há muito espaço para as responsabilidades e pouco para o prazer.
Abstraindo todas as piadas pouco engraçadas e o bombardeamento de looks que fazem qualquer mortal se sentir uma perdida no mundo sem Burberry ou Calvin Klein, o filme só começa a engatar quando está perto do fim, exatamente porque ganha o ritmo mais natural, desbocado e questionador dos episódios da série. É ali que, talvez, o roteirista tenha percebido que se não desse o toque que atraía os fãs, sua obra seria um fiasco.
Pena que todo o fetiche que se criou em torno de Sex and The City tenha tornado o filme refém da própria cultura que procurou retratar. Ao que se sabe, a demora em realizá-lo se deu justamente porque uma das atrizes exigia um cachê à altura do sucesso mercadológico da série: 6 milhões de dólares. Diversão para quem gosta de comédias desbocadas, mas cansativa, pelas duas horas e meia de exibição. E com um roteiro que não soube se resolver: sou um episódio longo ou um filme? Meu conselho: pode ser substituído por uma caixa com DVDs dos melhores episódios da série.
30 comentários
Comente!
Veja mais artigos de Tatiana Lima
- Reclames, reclamações, visitas e eleições - 4 de outubro de 2008
- São realistas os filmes sobre “serial killers”? - 14 de outubro de 2007
- Nós e o Oscar - 23 de janeiro de 2008
- Mais Estranho que a Ficção - 15 de junho de 2007
- 300 - 4 de abril de 2007


Tatiana, realmente o filme não tem um eixo condutor. Acho que isso ocorre porque o Michael Patrick King toca em temas que seriam desenvolvidos com calma numa temporada inteira num filme que dura 148 minutos. No entanto, não achei o filme cansativo. Assistindo ao longa, nem senti o tempo passar.
A estréia do filme Sex and the City tem criado um frenesi entre o público feminino. Ao que parece, no entanto, o longa metragem não apresenta nada de novo em relação à série de TV que se tornou um dos maiores fenômenos de audiência na TV americana. Após seis anos de exibição, a série acabou no auge do sucesso, sob boatos de intrigas e conflitos entre Kim Catrall e Sarah Jessica Parker, principal protagonista e também co-produtora da série. Quatro anos se passaram até a realização do filme. A manutenção da boa audiência na TV e as perspectivas de altas cifras no cinema acabaram fazendo as protagonistas se reunirem novamente para produzir o gran finale da série. Como sempre acaba acontecendo com todas as séries de TV que são adaptadas para o cinema, o filme se parece com um longo episódio da série. Algumas críticas femininas torceram o nariz para o roteiro escolhido, que tem como gancho o casamento de Carrie e o seu eterno affair Mr. Big (esteriótipo do homem galinha), mas afinal, o que elas esperavam de uma série que pretende traduzir o universo feminino?
A série de TV era realmente divertida, com produção e cenários dignos de cinema. O enredo dos episódios mesclava elementos de folhetim com tiradas típicas das comédias de costumes americanas, em que o universo de quatro mulheres solteiras (e sempre à caça) da alta classe média de Manhattan era pintado em tons, um tanto exagerados, com boas doses de ironia e bom humor. Era apenas entreterimento, mas querem transformar banalidade em coisa séria. Reportagens como a da revista Época colocam as protagonistas como ícones do pós-feminismo. Pura tolice! Vamos imaginar o contraponto: uma série de quatro amigos que se reúnem na praia para beber, falar de futebol e de mulher. Dá para levar a sério? Sex and the City não é ícone de coisa nenhuma a não ser do consumismo compulsivo. Nem nos diversos programas caça-níqueis das Redes TVs da vida se faz tanto merchandising. Evidentemente há toda uma atmosfera de luxo e requinte nos ambientes mais “exclusivos”da Big Apple, afinal ninguém está vendendo extrato de tomate para dona de casa, mas algumas das mais caras grifes da alta costura. Nada mais surreal do que um episódio em que Carrie (Sarah Jessica Parker) tenta justificar como natural e quase libertário pagar quase U$ 500,00 por um par de sapatos, ou quando ela se dá conta de que poderia ter comprado um apartamento no metro quadrado mais caro do mundo, apenas com o que gastou com sapatos (quase um fetiche para a personagem).
Sex and the City talvez jamais tenha tido a intenção de retratar o “mundo real”. O universo das meninas é baseado em frivolidades, em que não existe consciência social, reflexão intelectual ou espiritual, apenas sexo, namorados, roupas, acessórios, festas e amigos gays (Assim como o estereótipo masculino que homem não tem amiga mulher, as protagonistas da série não tem amigos heterossexuais). Aliás, a cultura gay era objeto freqüente da série, talvez porque tanto o seu roteirista, quanto o principal produtor (Darren Starr) são gays assumidos. As conversas entre as amigas inseparáveis formavam um verdadeiro clube da Luluzinha, em que homens só eram retratados pelos atributos físicos ou pelo desempenho sexual. Sugestivo que o único homem que fazia parte do elenco fixo da série (Cris Noth) não tivesse nome, nem identidade própria, sendo conhecido apenas como “Big”. Grande o quê?
Das quatro protagonistas da série, apenas Charlotte (Kirstin Davies) é realmente bonita, mas bobinha…Conservadora, tradicional, preconceituosa e profundamente sonhadora. Vive eternamente à espera de um príncipe encantado e sonha em casar, abandonando o emprego na primeira oportunidade que tem. Samantha (Kim Catrall) é ninfomaníaca, já experimentou de tudo, de ménage a trois a namorada lésbica e literalmente, só pensa naquilo. É, de longe, a personagem mais divertida e espirituosa, mas, na vida real, quem quer se envolver com uma doida dessas? Cynthia Nixon (Miranda) é feia, chata e “mal amada”, sarcástica, carente e metida a durona, aquela que alguém só dá em cima no fim da festa, só para salvar a noite. Carrie (Sarah Jessica Parker) é a voz do grupo; na TV, toda a história se desenrola a partir de sua narrativa, através da fictícia coluna que escreve no jornal e que dá nome à série. Sarah, apesar dos belos olhos, é feia, queixuda, nariguda, fuma como uma caipora, ocasionalmente, bebe todas, transa com todo mundo, é emocionalmente instável e financeiramente desequilibrada. Perdulária, gasta mais do que pode e é compradora compulsiva de acessórios de grife. Na série, entre inúmeros namorados, vive o dilema “adolescente” da escolha entre um namorado gente boa, leal e fiel que gosta de cachorro e tem uma cabana no mato e o eterno affair, galinha e sedutor, que a trai constantemente e nunca assume o relacionamento até o último episódio da série. A moça tem quase quarenta, não tem mais 16 aninhos, nem tá com essa bola toda, né? Se você conhece algumas dessas mulheres na “vida real”, você levaria a sério alguma delas? Traduzindo para a relação universal entre homem e mulher em Natal ou Manhattan, as balzaqueanas de Sex and the City são autênticas “figurinhas carimbadas” que os caras podem até querer levar pra cama, mas no outro dia…
ugo ja desse tudo faço dele as minhas palavras e ponto.
Você parece uma das personagens. Até na forma de escrever seu texto ficou parecida com o “perfil” do filme.
Mas é isso, continue…
Oi, Kamila! Eu achei cansativo pela questão da falta de um mote condutor “interessante”, mesmo. Então ficaram muitas coisinhas paralelas que acabaram cansando, muito enfeite, sabe?
Ugo, fala sério, não dá pra ter tanta mágoa assim das mulheres de 30 e poucos anos, né? Acho que você generalizou demaaais… e quanto à questão do consumismo em Sex and The City… concordo com você, mas acho que a tentativa da série era justo fazer o retrato de uma época, uma classe social e um local. Não dava pra levar muito a sério, desde que se prestasse atenção à inteligência dos questionamentos de alguns episódios.
Lula, ainda bem que você não me conhece. ;)
Tatiana,
Não leve a mal meu comentário. Não tenho mágoas das mulheres, de qualquer idade. Aliás, sou muito bem casado com uma mulher de 30 e poucos anos (tenho 37). A minha crítica não é a série ou ao filme, mas à superdimensão que a crítica e talvez as mulheres (de forma geral) tenham dado à série produzida pela HBO. Com exceção de Carrie, que é inteligente, mas vive eternamente em contradição com o que realmente almeja, as outras 3 personagens são excessivamente caricatas. Mulheres reais não se comportam assim, pelo menos as que tem algo na cabeça (a maioria). A série me parece uma visão estereotipada da mulher por uma perspectiva gay, por isso faço alusão ao roteirista e produtor principal, pois tudo é retratado com exagero e picardia, mas, na minha visão essa era a proposta da série, e não virar ícone de pós-feminismo. Sinceramente, não acredito que mulheres inteligentes (repito, a maioria) se identifiquem com um universo tão superficial e fútil quanto a Manhattan de Sex and the City.
Bom,
Assisti ao filme sem ter acompanhado fielmente a série. Dito isso, sinto-me bastante confortável em afirmar que o roteiro dá furadas muito grosseiras e vai se entregando (como o caso das cartas) – algo que deve funcionar no gênero seriado, no qual os episódios são retomados semanalmente, mas que soa fácil e óbvio na película. O filme só não foi exageradamente longo pra mim por causa da companhia.
Quanto ao retrato do consumismo novaiorquino… minha irmã mais velha vive em nyc e acho muito precisa a caricatura (e o exagero ali presta um favor ao bom senso, como é o caso dos sapatos – ridiculamente caros). Já a respeito de tratar-se de uma visão gay do universo feminino, sim, pode ser: mas é justamente essa que predomina e caracteriza o universo da moda (aparentemente muito em voga no seriado) também – e não cabe a mim dizer o que acho ou não disso. Certamente não fui ao cinema pra procurar parceiras imaginárias… acho que há uma enorme diferença entre assistir a um filme e dividir seus valores.
Pedro, concordo com tudo que escreveu aqui… Fui ao cinema ver este filme com o intuito de me divertir e o filme só retratou o que eu já esperava !!!!
Achei o filme ótimo!!!
Acho que ele cumpriu bem o seu objetivo que é divertir. Aliás, sempre que vou ao cinema gosto mesmo é de dar boas gargalhadas, prender o grito em cenas de terror e sentir a emoção crescer até transbordar em lágrimas nas histórias românticas.
Pode até ser que eu seja despolitizado, que não entenda que todo filme deve servir de conscientização para os seres humanos e todas essas baboseiras que os críticos de cinema sempre falam.
Quando eu vou ao cinema quero mesmo é esquecer esses problemas. Aliás, se fosse para tomar consciência deles, ligaria a TV no noticiário. Ali só tem tragédias e notícias chatas. Mais chato e entedioso que elas só mesmo o tratado escrito pelo Ugo, ai em cima.
Apoio o comentário de Jorge, aliás, diante da coluna bem escrita por Tatiana, já tinha me interessado em assistir, e depois do comentário proferido acima, não tenho mais o que pensar, sei que gostarei do filme.
Ufa,Tatiana…por um momento achei que você ia elogiar esse filme!
Não assistia à série mas já sabia que um humor balzaquiano me aguardava só não achava que o filme ia ser tão ruim!
Como você mesma falou,não há um eixo condutor e é cansativo sim!A cada episódio,opa…a cada cena que terminava eu me preparava pra levantar da cadeira e ir embora!Me deixou “enjuriada” também esse consumismo,por um momento achei que tivesse assistindo “o diabo veste prada” ou algo do tipo fora que…a Sarah Jéssica é feia demais pra ser protagonista,kkkkkkkkkkkkkkkkkk
ok,essa nem vale =p
Grande Tatiana!!! Adorei encontrar a sua coluna. Foi uma ótima surpresa. Parabens!!!
Jorge,
Além de não gostar de saber nada a respeito do mundo que o cerca, vc deveria aprender a ler (para entender o meu ponto de vista, que é bem claro no comentário) e principalmente aprender a escrever. A palavra “entedioso” não existe na língua portuguesa. Agora, se você ficou ofendido pelo comentário em relação a superficialidade e futilidade…
Ugo,
Ou você não sabe ler ou bem gosta de ler nas entrelinhas…
Em momento algum falei que não gosto de me inteirar sobre o mundo que me cerca, como vc em português bom, claro e correto fez questão de propagar.
Falei sim, que quando vou ao cinema não quero saber de me estressar ou discutir os problemas que afetam a humanidade, quero apenas me divertir.
Realmente, cometi um equívoco ao escrever a palavra “tedioso” como vc tão apuradamente corrigiu.
O fato é que ENtedioso ou tedioso seu comentário continua chato do mesmo jeito.
Não sou preconceituoso, aliás abomino todo tipo de preconceito, inclusive os de erros de português, mas o que diabo é isso que toda bicha é detalhista, né Ugo??
Conviver com você deve ser mesmo um porre.
Vai procurar uma lavagem de roupa seu chato!!!
Caro Jorge nunca é tarde para se aprender ou tentar evoluir. Aproveite sempre as chances que a vida te oferece. Com relação aos seus comentários ao internauta Ugo acho que você vestiu a carapuça de homossexual e e o pior é que a concorrência em nossa cidade é muito grande o que significa que uma bichinha desprovida de cultura não terá muitas oportunidades de agarrar um homem pra dizer que é seu. Outra dica deixe de ser alienado e passe a se preocupar com mundo que o cerca.
E sobre o filme????
Onde lê-se Adalberto, leia-se Ugo!!!
Pois é, Geísa…
Esse episódio aqui me lembra o Hamlet dizendo pra Polonius: “Se fôsseis tratar a todos de acordo com seu merecimento, quem escaparia ao chicote?”… Já repararam que tampouco “vc” é de uso -formal- na língua portuguesa? Aliás, lingüisticamente, “entedioso” passou a “existir na língua portuguesa” no momento em que foi enunciado e compreendido, e pode ser rotulado como um neologismo, ou até como uma liberdade jocosa.
Tatiana, que coluna passional! :)
Mais uma vez, Pedro, concordo com vc, rsrs
O filme tinha tudo para ser divertido, mas pelo longo tempo de duração tornou-se cansativo e acabou não correspondendo às expectativas, diante de toda promoção em torno do seu lançamento. Assim como Tatiana, eu também prefiro rever os episódios da série. Concordo com as críticas a respeito do culto ao consumismo gratuito, mas acho que o filme se presta a isso mesmo, apenas entreterimento.
Quanto a essa polêmica, só tenho a dizer: Jorge, saia do armário e respeite a opinião dos outros.
Geísa, acho que vou encerrar aqui minha participação nos comentários, mas não posso deixar de observar uma coisa: já percebeu o quanto alguns usuários aqui estão cometendo o mesmo equívoco que o filme, ao forçar um retrato caricatural (ou seja, exigir uma postura) baseado puramente na orientação sexual? É muitíssimo engraçado… há pouco foi dito que o filme é justamente uma visão gay da mulher (no que eu até concordo, em partes – já que a moda também o é), e quando um usuário defendeu assistir ao filme somente pra se divertir foi imediatamente tachado: é gay. Isso é absolutamente ridículo e infantil. Quer dizer então que (a) heterossexuais não se divertem, (b) que a orientação sexual de uma pessoa a define, (c) chamar alguém de homossexual é uma ofensa (atenção, usuários: se for preconceituoso o comentário, o IP de vocês fica registrado na digi, e qualquer juiz de meia-tigela acaba com a farra)… Que pequeneza! Tenham dó!
Que fascinação é essa em determinar a orientação sexual dos outros?? Que coisa mais sem-graça.
Abraços, Geísa, Tatiana e demais usuários que teceram algum comentário produtivo.
(P.S. não sou nenhum paladino da moral, adianto-me em dizer isso: adoro o escárnio – mas inteligência é imprescindível.)
Considerações:
Jorge,
Já deu para perceber que o seu problema não se limita ao vernáculo (Por favor, peça para que alguem explique para você o significado da palavra)
Adalberto,
Apesar da grosseria e da falta de educação, a orientação sexual do tal Jorge é irrelevante em toda essa discussão.
Pedro Leal,
O uso coloquial do verbo “deletar” do inglês delet é um exemplo de neologismo, enquanto “entedioso” é, de fato, um erro de português, tanto quanto o famoso “imexível” do ex-mministro Maggri. Quanto ao fato da inteligência ser imprescindível, concordo integralmente com você, tanto quanto, equilíbrio, educação e bom senso. Dos quais jamais abri mão.
Tatiana,
Também escrevo sobre cinema e música e como todo articulista, acho que o texto tem de ser informativo e provocador, só não esperava que fosse descambar nisso tudo. Acerca do filme e da série, minha opinião já foi expressa acima.
Pronto, voltei, só pra uma retificação:
Não existe “erro de português”, o português não fez nada. Erro de português é troco errado na padaria! Mas isso se desculpa perfeitamente, já que lingüística não é uma das virtudes do articulista de cinema e música: (a) o verbo em inglês é “delete”, e vem do latim, “deletare”; (b) o uso de “deletar” entre nossos conterrâneos é um estrangeirismo (importação de um vocábulo estrangeiro para o vernáculo) e não um neologismo (a palavra não foi inventada); (c) o sr. me desculpe, mas não é autoridade em linguagem para determinar o que é erro ou não – “entedioso” foi um uso criativo e extremamente bem aplicado; (d) a propósito, Guimarães Rosa deve ser quase um analfabeto na opinião do sr. (por gentileza, não precisa tomar espaço da coluna para tratar do seu gosto literário); (e) como o sr. é um bom vigilante da norma culta da língua portuguesa, e dotado de equilíbrio, educação e bom senso, vou me dar ao trabalho de sugerir algumas retificações no seu texto {entre chaves}:
*
O uso coloquial do verbo “deletar” {,} do inglês delet {,} é um exemplo de neologismo, enquanto “entedioso” é, de fato, um erro de português, tanto quanto o famoso “imexível” do ex-{m}ministro Maggri. Quanto ao fato da inteligência ser imprescindível, concordo integralmente com você, tanto quanto{,} equilíbrio, educação e bom senso {eles também concordam comigo? Se não, seria interessante haver um “também o são” para fechar o enunciado}{,} {d}os quais jamais abri mão.
*
Pois é, “Se fôsseis tratar a todos de acordo com seu merecimento, quem escaparia ao chicote?”…
Desculpem-me o texto longo e digressivo, mas como diria o Adalberto, “nunca é tarde para se aprender ou tentar evoluir”. Melhor seria permanecermos no cinema, e no texto elegante da Tatiana.
Abraços.
A tempo, “delere”, e não “deletare”. :)
“No decorrer da história, a Língua Portuguesa vem sofrendo constantes modificações. Ela é dinâmica e, portanto, renova-se constantemente. Essas transformações consistem não só na alteração fonética das palavras, mas também na introdução ou criação de novas frases e vocábulos, ou ainda na reintegração de palavras arcaicas do idioma que, na sua grande maioria, possuem novas significações. São os chamados neologismos, que podem ser criações da própria língua, ou incorporações de termos estrangeiros ao idioma. Também se considera neologismo uma nova acepção atribuída a uma palavra já existente no léxico. O neologismo pode ser criado na própria língua ou importado de uma língua estrangeira, como ocorre freqüentemente em linguagem técnica”.
Obs: Eu realmente não me julgo autoridade em coisa alguma.
Precisamente, não é (alías, palmas para a primeira coisa que você disse de maneira sucinta e razoavelmente inteligente). Primeiro (i) porque se fosse não diria tanta bobagem por causa do “Entedioso”; depois, (ii) porque notaria que esse texto depõe justamente contra o seu comentário (e noção de língua). Ainda, (iii) perceberia que qualquer citação deve ser acompanhada de referência – e (iv) saberia que para um debate minimamente criterioso, o que você leu no Blog “http://neologismo.blog-br.com/5634/O+que+%E9+Neologismo%3F.html” não serve para absolutamente nada – essa nomenclatura varia de entre estudiosos. Até porque se o texto que você copiou/colou estivesse correto, cada vez que se fizesse uso de uma palavra a mesma seria um neologismo (por conta do seu uso num contexto original que interfere diretamente no seu significado) o que cria um problema conceitual já que “palavra” será também “neopalavra”.
De qualquer maneira, sim, o estrangeirismo é uma palavra nova (etimologicamente falando, “neo” do grego “novo” e “logos”, do grego “palavra”), e dependendo do teórico pode ser caracterizado apenas quando remete a uma palavra estrangeira grafada ipsis litteris no vernáculo (”delete” deixaria de ser estrangeirismo por conta do “e”) – isso tudo pra você perceber o quanto é delicado tema que você parece dominar citando blogs. A propósito, se for pra citar blogs, aí vai um que define “estrangeirismo” a meu favor: http://www.rainhadapaz.g12.br/projetos/portugues/gramatica/vicios_linguagem.htm
O uso que empreguei foi justamente para estabelecer uma diferença entre neologismo, estrangeirismo e o que você insistia em chamar de “erro de português”. E nesse ponto, acredito ter feito boa distinção.
Por fim, ao menos você aprendeu o que é um neologismo, um estrangeirismo e um comentário breve. Veremos se aprende também a ser menos presunçoso.
Gastou seu tempo no computador do trabalho e sua cultura em vão, camará! Ou melhor, não foi a toa: já que estou esperando mais um um gracejo seu pra rir. Você tem algum lugar onde se possa ler seu trabalho como articulista de cinema e música?
Abraços pra todos, e espero que a Tatiana publique mais um ótimo texto quão logo seja possível!
P.S. Ugo, você não é descendente d’um português, é?
Tati, valeu mesmo pelo comentário. Estou começando agora, uma espécie de engantinhada blogueira… Espero que dê certo. Um beijão! :)
Sr. Leal,
“Vossa sapiência”, tem mesmo autoridade para falar em presunção, mas o seu discurso não convence nem você mesmo. Transformar um erro ortográfico em neologismo é risível. Afinal, “Vossa sapiência”, qual o propósito do seu histrionismo? Se quer holofotes, procure um espaço adequado. É preciso ter bom senso para perceber quando uma discussão se torna estéril e não leva a lugar nenhum.
A vírgula depois de Vossa sapiência é proposital
Querida Tatiana,
Adoro a série. Amo e ponto !
Sugiro que escreva algo desde o episódio PILOTO! E iremos comentando..seria muito divertido.
Um abraço