Em tamanho real
Descobri algo essa semana: a importância de ser flexível. Agradeço às pessoas que mais colocaram a rigidez à prova. Logo em seguida, descobri ainda algo mais importante do que ser flexível: a necessidade inadiável de se aprender com as pessoas, não com frases de efeito ou conselhos melosos, mas com aqueles que nos fazem perder a paciência, explicar várias vezes ou que simplesmente discordam.
O problema maior é que, quando estamos no centro de uma situação estressante, não conseguimos enxergar direito, nem soluções e, muito menos, pessoas. Os detalhes inquietantes cegam nossa capacidade analítica. Só quando nos mergulhamos novamente em nosso interior, somos capazes de nos questionar: “o que eu tenho que aprender com isso?” Não se trata de ficar filosofando. Essa questão é crucial para nos livrarmos da forma como vemos o problema – algo bem mais problemático do que o conflito em si.
Todos são nossos professores, basta que estejamos dispostos a entender a aula. Quando isso acontece, a sensação é muito boa. Que delícia é compreender uma questão difícil. Logo, ela diminui o aspecto de gigantismo e volta ao tamanho normal. E a gente, não se sente mais um anão, porque também voltamos ao tamanho normal. E frente a frente, em situação de igualdade, é mais fácil ter a vista limpa. Manter o tamanho real das coisas é ser flexível.
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Gostei Taciana. É como se um cano cheio de água permanecesse em um mesmo nível. Nesse caso não haverá escoamento da água, no entanto se inclinarmos esse cano, aí sim, a água escoará. Na nossa vida muita vezes essa “inclinação” é necessária, para que as coisas aconteçam e até para mantermos o tamanho real delas.
Você é sempre bem concisa e precisa em suas observações. Parabéns.
Parabéns Tacy.O processo de garimpo interior continua…Aprender com tudo e com todos como voce coloca nesta sua reflexeção, é uma das mais lindas e dificeis descobertas do ser humano em seu caminho de evolução.Lindo texto.