Kindle: passado ou futuro?

Comparando com outros aparelhos multimídia, sim. O Kindle já é um aparelho ultrapassado, mesmo na versão mais nova, que vai chegar ao Brasil. Para quem nunca ouviu falar, é basicamente uma tela fininha com conexão 3G, que você usa para baixar livros e revistas, além de outros conteúdos. Na verdade, ele não faz nada além do que já podíamos fazer há tempos com um notebook ou um celular que leia arquivos PDF, como o iPhone. O diferencial está basicamente no foco do aparelho. Ele é feito para baixar conteúdo e ler. Só. E por isso tem um autonomia que pode chegar a duas semanas sem chegar perto da tomada. A parte ruim é que para isso damos um passo atrás, e tudo é exibido em preto e branco, o que não é exatamente um incômodo para texto. Já na hora de ver imagens…
O Kindle 2 vai chegar para os brasileiros que já se cadastraram pelo Amazon no próximo dia 19 na versão que suporta redes 3G fora dos Estados Unidos, e custa $ 279. No final das contas, chega aqui por algo próximo de R$ 1.000. O preço é bem salgado, e para que gosta de novidade, pois ainda é extremamente restrito o conteúdo em português para download, o que deve mudar em breve. Ah, existe uma versão com tela maior, a Kindle DX, que só funciona nos EUA. A Kindle Store tem mais de 350 mil livros disponíveis em inglês.
O futuro descarta o papel?
A forma de lidar com o conteúdo no Kindle faz mesmo é pensar no futuro. Será que ainda haverá necessidade de livros em papel quando não tivermos preocupação com as baterias? Carregar apenas um pedaço de plástico fino ao invés de quilos de papel? Para quem pensa que ler numa tela é ruim, um aviso: a tela do Kindle não “cansa” os olhos, devido a uma tecnologia chamada de e-ink, algo como tinta eletrônica. Aquela mesma usada nos celulares baratinhos Motofone f3, da Motorola. No Kindle Não há emissão de brilho. Ele também é mais leve que a maioria dos títulos, algo em torno de 280 gramas. É fino como um lápis.
Uma grande novidade da nova versão do aparelho é a função Whispersync, que transforma o texto em palavras faladas, ou seja, lê o texto para o usuário. As páginas viram automaticamente quando essa função é acionada. Há a opção de ser uma voz masculina ou feminina, e a velocidade de leitura é ajustável. Vai ser uma mão na roda para quem tem preguiça de ler. Outra adição interessante é a capacidade de sincronizar seu conteúdo com o de outros Kindles e, futuramente, outros aparelhos móveis como celulares e smartphones. Antes que você pergunte, não há expansão de memória via cartão e nem tão pouco conexão Wi-Fi.
Jeitinho brasileiro
O Kindle é um ícone no assunto, mas já existem outros modelos de aparelhos com a mesma função no mercado, inclusive alguns nacionais como o modelo da Braview e o pernambucano Mix Leitor D, que ainda não tem previsão para ser vendido. O básico da idéia mesmo é a leitura, mas não estranhe quando encontrar alguns por aí tocando música e até tirando fotos. Afinal, aconteceu com os celulares também.
Resumo do Kindle 2
Tela: 6 polegadas
Peso: 283 gramas
Medidas: 20cm x 13,4cm
Espessura: 0,9 centímetros
Conexão: 3G / USB
Bateria: 2 semanas (max)
Capacidade: 2GB – 1.500 livros
Preço: ~ R$ 1.000
3 comentários
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No blogue do Antonio Prata tem um texto bem interessante sobre o Kindle. Vale a pena você ler. valeu.
E o que vc acha do leitor de e-books da Sony? Pelo que li, achei melhor do que o Kindle, porque entendi que não é preciso ficar atrelado a uma operadora. Ou seja, baixo os livros no meu notebook e depois transfiro para o leitor. Esse da Sony dá suporte a videos e musica? Eu estou louca e impaciente por um desses – já leio no notebook diariamente – mas estou esparando que surjam mais modelos no mercado e que o preço baixe.
Olá Clotilde. Acho que o Kindle está para a leitura digital assim como o iPod está para a música. Não é o melhor, mas virou ícone. Certamente, vários outros aparelhos surgirão com mais funcionalidades. O e-reader da Sony, pelo que li, não é muito mais que o Kindle, nem dá suporte a outras mídias. Agora acabou de ser anunciado o aparelho de uma rede chamada Barnes & Noble, o “Nook”. Esse terá sistema operacional Android (do Google) e tela colorida, pelo mesmo preço do Kindle ($ 259 nos EUA). Resta saber o quanto a mais de bateria ele consumirá e quais as suas outras surpresas…