Tirem as mãos do meu controle remoto
Começarei esta segunda coluna tentando cumprir o que meu texto apresentação prometia. Tentarei convencê-lo, prezado leitor, sobre meu ponto de vista em um tema polêmico.
Atualmente, está circulando no congresso um projeto de lei que institui uma série de regulamentações sobre os canais de TV por assinatura. O ponto polêmico da lei é estabelecer que as emissoras terão cotas para programas nacionais. Ou seja, para cada “x” programas estrangeiros, terão que haver “y” programas brasileiros.
As emissoras lançaram uma campanha contra a lei, muito apropriadamente intitulada “Liberdade na TV”. Estou do lado das emissoras, e vou explicar o porquê.
A primeira coisa a fazer é separar os efeitos concretos da lei e as supostas boas intenções dos que a escreveram. Tenho certeza que quem cunhou a expressão “de boas intenções, o inferno está cheio” estava pensando em algum congresso nacional.
A intenção da lei é incentivar a cultura brasileira. Em princípio, não tenho nada contra isso. O problema é que não é isso que a lei fará. Esse é só o pretexto para algo bem diferente.
O que a lei vai fazer é simples: ele vai limitar nossa liberdade de escolha. Por “incentivar a cultura”, leia-se “o governo vai lhe obrigar a assistir o que ele acha que é melhor para você”.
A aprovação dessa lei implica em uma redução direta da nossa liberdade. No dia em que for aprovada, o dono da emissora não terá mais liberdade de escolher o que vai transmitir, assim como nós não teremos mais liberdade de escolher o que queremos assistir. O governo fará isso por nós.
As pessoas se concentram nas supostas boas intenções e não percebem que o efeito direto disso é transferir nosso poder de decisão para o governo. Hoje, ele pode estar obrigando todos a assistir o que você gosta. Amanhã, ele pode lhe obrigar a assistir o que você mais odeia.
O grande problema desta lei é o que ela pressupõe: que as pessoas são incapazes de fazer boas escolhas e, portanto, cabe ao Estado-babá tomar todas as decisões.
Aqueles que acham que a cultura brasileira precisa desse tipo de incentivo não entendem o livre-mercado. Em um regime que permite a competição entre prestadores de serviço, vence aquele que agradar mais ao consumidor. Ou seja: o critério de sucesso é o gosto do povo.
O restaurante que tem mais clientes é o que tem a comida mais gostosa. A loja que tem mais fregueses é a que vende as roupas mais bonitas. Com filmes não é diferente: são os melhores que têm mais audiência.
Os produtores brasileiros, no entanto, não querem se submeter às regras do mercado. Eles não querem competição, mas sim pequeno monopólio garantido pelo governo. Ao invés de fazer filmes melhores, eles encontraram uma solução mais simples: usar o governo para obrigar as pessoas a assistirem qualquer coisa que fizerem.
Elas pensam: “por que agradar ao público quando posso usar o governo para obrigar as pessoas a consumirem meu produto?” - eis a lógica de todo lobby político. Esse caso não é diferente.
Tropa de Elite, aliás, é prova mais do que suficiente de que um filme bem feito – nacional ou estrangeiro – irá encontrar sua audiência.
Esta lei, portanto, tem dois efeitos: o primeiro é estabelecer que o governo tem o poder de escolher o que devemos assistir. O segundo é dar aos produtores nacionais o direito a uma reserva de mercado garantida pelo Estado. Eu não gosto de nenhum dos dois.
Querem valorizar a cultura nacional? Ótimo, mas não usem isso como desculpa para tomarem decisões por mim.
Eu nem gosto de televisão, mas adoro minha liberdade.
Eu não sei você, leitor, mas o que eu tenho a dizer sobre essa lei pode ser resumido em uma única frase: “Senhor Burocrata, tire suas mãos do meu controle remoto”.
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Distinto,
uma primeira pergunta: você disse que seu objetivo é convencer os outros de seu ponto de vista. Qual o objetivo de convencer alguem de um ponto de vista? Não seria essa uma atividade política, que você tanto vem criticando nesses dois primeiros textos que escreveu?
segunda pergunta: você se preocupa bastante com a dita “liberdade”, e afirma que essa lei vai “diminuir a sua liberdade” diante dos programas exibidos na televisão. Pergunto, dito iso, quando foi que o distinto teve, ou vaiu ter, “liberdade” ante aos programas de televisão que são transmitidos por ai afora?
Peço, por gentileza, que se for responder esse comentário exercite uma arte que talvez conheça pouco, visto que afirma ser seu objetivo o de convencimento: diálogo. Não assuma isso como um ataque, nem tampouco tente responder em defensivas. Consegue?
“Um ponto de vista só é prejudicial ao diálogo.”
Lawrrence, B.
Meu caro,
Respondendo na ordem:
1) No primeiro texto eu não critiquei a atividade política. Eu critiquei o fato do governo gastar nosso dinheiro. Ser contra o governo gastar nosso dinheiro é mesmo uma atitude política. E é uma atitude que eu defendo.
2) Agora mesmo eu tenho liberdade. Gosto de assistir os canais da Cabo, pago por ela e assisto os programas que gosto. Se eu não quiser mais assinar a Cabo, posso ligar a qualquer hora e cancelar minha assinatura.
Se a lei passar, só vou poder assistir aos programas que gosto se pagar também pelos que não gosto.
Também tenho liberdade na TV aberta. Como não gosto de nada, nunca, nunca ligo a televisão nesses canais.
Está bem respondido?
Um abraço,
Lucas
Não, não achei que respondeu nada que perguntei….
para ficar mais direto paras suas reflexões:
1-(Qual o objetivo de convencer alguem de um ponto de vista?)
2-(quando foi que o distinto teve, ou vaiu ter, “liberdade” ante aos programas de televisão que são transmitidos por ai afora?)
Vamos tentar de novo:
1) Eu acho que tenho razão e quero lhe dar o privilégio de pensar como eu.
2) Eu já respondi. Dado as alternativas existentes, eu tenho liberdade. Só paga por TV a cabo quem quer.
Quem não quer assistir televisão, é só apertar no botão “desligar”.
Vou tomar a liberdade.
Não existe problema nenhum em tentar convencer alguém de um ponto de vista. Quando dedicamos nosso tempo ao estudo de um assunto qualquer, nos sentimos como que na obrigação de passar o conhecimento adquirido para outras pessoas. No presente caso, o autor se dedicou ao estudo de um assunto que o ajudou a interpretar um acontecimento polêmico e nada mais urgente do que alertar as outras pessoas sobre o que de fato ele (baseado no que estudou) acredita que esta acontecendo (no caso a perda de liberdade). Afinal é isso que fazemos o tempo todo, tentamos convencer os outros, o que não significa que isso seja feito a qualquer custo, e que o outros pontos não tenham voz. Nada mais saudavel do que discorrer sobre um assunto sobre o qual se estudou e passar isso para outras pessoas, tentando sim, convence-las, o que não significa coági-las.
Quanto a liberdade diante os programas de TV ficou bem explicado. Já imaginou se para cada visita que você fizer num WEBSITE americano você seja obrigado a visitar um WEBSITE brasileiro? ou então tenha um cota de visitas mensais a sites extrangeiros? O principio é o mesmo, restrição da liberdade.
Caro Rafael e distinto Lucas,
passar o conhecimento para as outras pessoas é uma atividade, e, em se tratando disto, que admiro e respeito por demasiado. No entanto, isso é completamente diferente de “convecer o outro”. Quando se está passando o conhecimento para alguém, aquele que conhece não necessariamante deve “convencer” aquele que não conhece sobre determinado tema.
Se alguém tenta convencer um outro no processo de troca de conhecimento, alguem está assumindo uma postura (falsa) de único e manipulador detentor de um determinado saber. Esse tipo de conduta não favorece e depontencializa o processo e o ato de aprender, que, em algumas palavras e assumindo algumas perspectivas, trata-se de um DIÁLOGO aberto entre dois polos. Então, tomemos muito cuidado quando se está tentando “convencer” alguém, pois nesse caso limita-se as possíveis trocas que um DIÁLOGO pode realmente oferecer.
Lucas, nesse texto por exemplo, já de cara se eximiu de entrar em qualquer díalogo dizendo, logo no início de seu texto que “Tentarei convencê-lo, prezado leitor, sobre meu ponto de vista em um tema polêmico.” O que se pode fazer com alguem ou com alguma produção intelectual fruto dessa postura? Nada, pois os canais de troca estão fechados, simplesmente. Eele tem o ponto de vista dele e vai tentar me convencer, e ai? Qual a utilidade disso, dessa unilateralidade mentecapta do discurso? Nenhuma.
(em relação a “liberdade” que ele e você, Rafael, tanto falam que possuem sem essa lei, e que ele, Lucas, defende dizendo que “Dado as alternativas existentes, eu tenho liberdade. Só paga por TV a cabo quem quer.” Afirmo que esse perspectiva está muito aquém de uma discussão mais aprofundada sobre esse tema. Paga TV quem quer, Lucas, isso é verdade. Mas isso é sua “liberdade”? Sua “liberdade” diante do aparelho de tv? Se sim, isso é simplório. Além de boicotar o mercaddo brasileiro com sua posição, porque isso abriria portas para produções locais, geração de empregos, cargos, e ínumeras possibilidades que isso poderia acarretar, inclusive maior possibilidade de consumo para aqueles que começassem a trabalhar nessa nossa indústria -o que poderia levar a um desenvolvimento de um setor e tudo que isso acarreta; explicíto esse ponto porque sei que tem convicções políticas de direita e, para quem pensa apoiado nessa égide, isso é muito importante- que você afirma que não tem qualidade, o que me leva a crêr que o distinto só deve assistir o Warner Chanel, Sony Enterteinment Televisio etc., e não programas como Balaio Brasil, Debatedeira, Instrumental Sesc Brasil, Roda Viva, Gema Brasil, Altas Horas, inclusive, Debates Inpertinentes, Vitrine, Alto-Falante, Sem Censura, Quem tem Medo de Música Clássica?, Big Brother…etc.)
Não quero ter o privilégio de pensar como você Lucas, mas espero que, saia de sua redoma semântica, e dê-me a possibilidade e o privilégio de trocar posições com você. Se não está preparado para isso, não há diálogo nem produção do novo. É a morte auto-proclamada do conhecimento.
Mas, se não gosta das palavras que escrevi, como mesmo usou suas palavras: “Quem não quer assistir televisão, é só apertar no botão “desligar”.
Esteja à vontade para desligar…
inté
Prezado,
Em nenhum momento eu disse que não estava aberto ao diálogo. Tanto que lhe respondi às suas perguntas, como estou respondendo agora.
Você começou pedindo que eu não visse suas perguntas como ataques, o que não fiz. Mas agora é você quem parece estar ofendido.
Para ficar bem claro: eu não fico chateado com nenhum comentário. Sinta-se a vontade para dizer o que quiser.
Estou sim, aberto ao diálogo. Eu já mostrei meus argumentos acima, e ainda respondi às suas perguntas. Mas ao invés de argumentar, você mudou de assunto.
Bom, caso queira dialogar, sinta-se a vontade para expor seus argumentos.
Um abraço,
Lucas
Sigoum Castro — ou Lawrrence –, ainda que eu não tenha por hábito debater com quem usa apelidos — supondo que aparentemente ninguém no mundo de fato se chame Sigoum Castro –, ainda assim eu gostaria de dar os meus dez centavos sobre o que você escreveu.
O texto do Lucas é claríssimo, não havendo portanto dúvidas a seu respeito. Ele simplesmente está dizendo, como o título deixa bem óbvio, que esse projeto de lei é ao mesmo tempo uma impostura e um ataque a nossa liberdade, tudo isso travestido das mais cândidas intenções. Você mesmo, Sigoum, argumenta como se fosse o próprio autor da lei, no breve parágrafo em que resolveu escrever sobre o que o Lucas disse: que ela seria boa para gerar empregos, que seria útil para incentivar a cultura nacional etc., quando o Lucas deixou bem claro que isso é o típico ovo de serpente. O problema não é boicotar o mercado nacional, a menos que o senhor entenda por boicote tudo aquilo que escapa de um monopólio, mas sim, muito pelo contrário, a chance de simplesmente podermos escolher ou deixar de escolher o que quisermos. Note bem: não há a menor necessidade de um regulamento estatal a fim de incentivar empregos ou desenvolver a cultura, tudo isso às custas de tudo o mais. Logo, o problema é outro. Este é o assunto do texto, o que não exige nenhuma inteligência angélica para compreendê-lo. Aliás, eu diria que é quase um insulto eu ter de explicar a alguém algo tão óbvio, o que me leva a pensar no seguinte: que o senhor está desconversando — supondo que o problema não seja de burrice propriamente dita.
Prova de que o senhor está desconversando é o fato de vir com essa conversa mole de discussão e convencimento. Porque você se apegou nisso como um cachorro roendo osso. Contudo, teu apego foi completamente aleatório, pois o assunto do texto simplesmente nada tem a ver com isso. Você, nessa tua última resposta, gastou não sei quantos parágrafos sobre isso e apenas um, que é um parêntese meio jogado, para comentar de supetão o assunto do artigo em si. Outra prova, dentro desses mesmos parênteses, que tudo isso é desconversa, é o senhor ter levantado a hipótese de o Lucas considerar que a liberdade é tão-somente um problema de escolher um canal para assistir. Novamente, retirando a hipótese de algum eventual deslize cognitivo, o senhor está desconversando, afinal de contas essa hipótese levantada é absurda em si. Ninguém em sã consciência deduziria das palavras do Lucas que a liberdade, em sua opinião, é tão-somente a capacidade que o ser humano tem de apertar um botão de um controle remoto a fim de assistir ao canal que mais lhe agrade. Digo mais: é fazer pouco da inteligência alheia.
Permanecendo nessa clave, ainda mais nesse estilo esquisito, o senhor simplesmente não vai conseguir entender nada. O autor do texto tem sido extremamente gentil nas respostas, mas o senhor está provavelmente abusando de sua paciência ao levantar esse tipo objeções canhestras. Ao invés de perder tempo levantando questões sobre a “unilateralidade mentecapta do discurso” — por São João Crisóstomo! –, questões essas que já são por si docemente insultuosas, melhor seria achar o verdadeiro fio da meada, ou seja, o que o autor está dizendo, e não o que o senhor acha sobre isso ou aquilo.
Cassiano,
Você está coberto de razão. Eu ainda alimentei o desvio da discusssão para a questão do conhecimento. Mas é que até no desvio da discussão ele se equivoca e desvia o próprio desvio ao dizer que passar o conhecimento é uma coisa e tentar convencer é outra. Ora, para mim está muito claro que para passar o conhecimento é necessário primeiro que se admita como verdade (que se convença) que a fonte do conhecimento é verdadeira. Tentar convencer não é manipular. Não tive essa clareza do Cassiano de perceber que o interesse do “Seguidor de um Castro” não era nem conversar sobre a supressão da liberdade nem sobre comunicação, mas simplesmente desqualificar o Lucas como um manipulador autoritário que não admite criticas na tentativa de com isso desqualificar a priore tudo que ele escreveu.
Muito bom meu amigo e grande Camarada Lucas. Realmente nao pode ser esquecido que este governo tem fortes tendencias autoritarias, e autoritarismo nao e bom em nenhuma especie de regime, ou ate mesmo, nas ciencias politicas. Que voce exalte o livre-mercado, ai e outra coisa, porque para mim a liberdade do liberalismo e o “livre”-mercado nunca existiram, ja que o dinheiro corrompe o homem (claro que nem todos), e o homem corrompe a praxis.
Entretanto, concordo plenamente contigo, pois a atitude do governo e imoral e sorrateira, e a liberdade de nao querermos ver horarios politicos tem de ser mantida.
Grande abraço Camarada.
Incentivos do governo como o patrocínio de produções cinematográficas (por exemplo), apesar de muitas vezes questionáveis, servem para dar a oportunidade de alguns artistas sobressairem. Mas o mérito deve ser deles de conseguir fazer uma obra que seja capaz de atrair o público que ele tanto deseja, e não o governo obrigar que tenham tantos por cento de salas destinadas a filmes nacionais (equivalente ao caso dos canais de TV). O ideal mesmo seria que os artistas se sustentassem como empresas privadas, ou seja, na raça, ao invés de ficar à espera de migalhas do governo.
Quanto à discussão de se convencer outra pessoa é aprender, se é coagir…pra mim é inútil e simplesmente não vale a pena.
FFF,
A utilidade de uma discussão pode ser medida principalmente quando ela visa a correção de um erro. Foi exatemente esse o caso. O único problema, como já foi admitido aqui, é que a discussão sobre o “convencimento” é secundária, mas isso a torna apenas descontextualizada, não inutil.
Grande Marcelo!
Bom vê-lo por aqui (já que não nos vemos a um bom tempo). Vejo que volto a escrever também, o que é ótimo.
Sabia que não concordaríamos nesse ponto, mas que bom que concordamos no outro.
Um abraço!
Caro Cassiano,
vou escrever de uma outra maneira.
Lucas Mafaldo disse:
(Vamos tentar de novo:
1) Eu acho que tenho razão e quero lhe dar o privilégio de pensar como eu.
2) Eu já respondi. Dado as alternativas existentes, eu tenho liberdade. Só paga por TV a cabo quem quer.)
se sou insultuoso, sou pelo menos direto. Não me escondo atrás de dizeres irônicos e sacarstícos como do o item 1 acima. Alguém que fala dessa maneira está sendo totalmente descortês com o prôximo. É uma forma completamente presunçosa dizer que está certo e que, ademais, quer me “dar o privilégio” de pensar como ele. Isso sim é grosseria, e das grandes pois que é infantil. Falei de uma unilateralidade mentecapta do discurso Cassiano, isso não é ofender ninguém, a não ser o próprio discurso quando assume essa forma. Quem faz uso dele dessa maneira é um problema que é daquele que o faz desta forma.
Acho você muito parcial nessa discurssão. Pois em meu comentário anteriro citei muito sobre o que achava da posição de Lucas, inclusive dando exemplos de como poderia ser interessante uma lei como essa tendo em vista alguns excelentes programas nacionais. Coloquei nome por nome lá. Veja bem, não me senti ofendido com nada que foi dito. MAs me parece que tomou as dores de algum suposto ataque que tenha feito a Lucas ou sei lá quem. Acho de fundamental importância a questão de convencimento, e isso, tendo em vistas os comentários que as pessoas têm feito, não mais é uma questão secundária. Somos nós o que dizemos o que importante e o que não. Ao escrever um tetxo e lança-lo aqui, não é mais o dono dele Lucas. São das pessoas e de suas inúmeráveis leituras. Alguem que começa um texto dizendo que quer “…convencê-lo, prezado leitor, sobre meu ponto de vista em um tema polêmico.” assume uma postura que despontencializa e muito as possibilidades da discussão. Nesse caso, sobre o tema do projeto de lei. O que vou dizer diretamente é, Lucas: não se iluda rapaz, essa lei não vai lhe dar mais ou menos “liberdade” de escolha. Você ainda vai continuar assistindo o que Eles querem que tu assista e ponto.
Lucas, eu não preciso usar argumentos em um DIALOGO, por que argumentos só servem para serem usados quando alguem quer convencer outro de alguma coisa. Eu os usei, é verdade, porque me parece que essa é a única postura de “dialogar” com você.
inté!
Sigoum,
A carinha sorridente depois da frase não foi suficiente para sugerir que eu estava sendo apenas bem humorado? Bom, então deixa isso para lá.
Bom, mas você diz que argumentar não é dialogar, e que eu não sei dialogar.
Talvez você tenha razão. Me então ajude aqui: o que é dialogar? Como é que faço isso?
E, quando tiver tempo, diga claramente o que lhe deixou tão incomodado no meu texto. Você fala de mil assuntos diferentes e depois deixa umas frases sobre o texto perdidas no meio da coisa. Fica difícil responder a uma mensagem tão desconexa.
Um abraço,
Lucas
Sigoum castro está quase criando um novo conceito de “diálogo”! GENIAL!
lá vai
|diálogo, na minha humilde opinião, é uma conversa onde não há tentativa de convencimento sobre determinado ponto de vista|
se isso acontece, ou seja, tenta-se convencer um outro sobre seu ponto de vista, que nã sua opinião é o certo, não se tem diálogo, pois cada um fica no seus baluartes de pontos de vistas atirando, literalmente, idéias e argumentos, como numa guerra, na tentaiva de trucidar o ponto de vista do outro, tornando-se, assim, uma espécie de vencedor onde o que é legitimado é o seu ponto de vista como uma espécie de verdade.
isso me incomoda, pois limita e cerceia as possibilidades de um diálogo aberto onde não se tenta convencer um outro de nada; e foi justamente isso que encontrei como primeira frase de seu texto.
para se dialogar, creio, deve-se apenas exterminar qualquer tentaiva de convencimento sobre pontos de vista na interlocução com o outro. aí o diálogo surge e, como consequência, os pontos de vista podem surgir a posteriori.
os políticos tentam convencer alguém de algua coisa…
inté
Prezado,
Continuo sem entender sua definição de diálogo. Não entendo também qual o problema em tentar convencer alguém de sua opinião.
Eis algumas interrogações que me vieram:
Se eu digo: “amigo, não vá naquele restaurante que a pizza é horrível”, estou dialogando ou cerceando as possibilidades do meu amigo?
Devo deixar meu amigo comer ruim pizza para sempre ou posso avisá-lo do seu erro?
Diga-me outra coisa: agora mesmo estamos dialogando ou estamos tentando trucidar um ou outro?
Por favor, me ajude. A distinção realmente me escapa.
Aguardo esclarecimentos,
Lucas
estou gostando do andamento das coisas…
acho que estamos dialogando; não estou tentando te convencer de nada, nem tampoco você está…
no entanto, parece-me que pontos de vista estão surgindo em natural…
no exemplo acima me parece que estas emitindo tua opinião e nada mais; acho que isso faz parte de um diálogo…
e, além disso, você não gostou da pizza. como saber se ele irá ou não gostar se ele próprio não for lá?
por isso tentar convencer pode gerar limitações diante das possibilidades…
antenciosamente,
inté.
Acho que o Sigoum Castro conseguiu explicar um pouquinho melhor agora o que ele queria dizer. Agora, dialogar desse jeito, pisando em ovos o tempo todo, é muito muito difícil. Acredito que, mesmo em filosofia, as coisas podem ser um pouco mais práticas (direto ao assunto), e menos prolixas. “Tentar convencer outra pessoa de algo” não precisa estar em todo diálogo, mas não faz mal que esteja presente em uma ou outra conversa.
Rafael, você tem razão, é só que achei pouco relevante diante do conteúdo do texto.
Valeu, Fernando.
Fernando: Também prefiro respostas diretas. Fica mais fácil e rápido responder.
Sigoum: Como o Fernando, não acho que haja mal em convencer o outro de alguma coisa. Embora é claro que é chato conversar com alguém insistente.
Mas, enfim, se quiser dizer diretamente sua opinião sobre texto, sinta-se a vontade. Até agora, você só falou do texto em frases soltas no meio de outro assunto, o que realmente fica difícil de responder.
Mafaldo, gostei do “Eu acho que tenho razão e quero lhe dar o privilégio de pensar como eu”. Realmente, esse projeto de lei não passa de uma catadupa de sofismas.
Um abraço.
Concordo, se vc não gosta de um programa ou de um canal, apenas APERTE O BOTÃO DO SEU CONTROLE, e assista aquilo que vc quizer.
O governo quer incentivar a cultura nacional? otimo, pague bem os professores para poder cobra eles, de incentivos para as empresas que investirem em cinema, AS EMPRESAS COLOCARAM SUAS MARCAS nas melhores produções.
RESUMINDO: GOVERNO pare de farrear com cartões corporativos e “”"TIRE A MÃO DO MEU CONTROLE REMOTO TB”"”
Parece que existe algum problema em poder convencer os outros das opiniões, ora, QUE MAL TEM NISSO? estamos aqui para falar da lei ou para sabonetar? estão estragando o debate.
Caro Lucas,
“Tirem a mão do meu controle remoto”, com ou sem convencimento sigoúmico. È uma falácia o desenvolvimento cultural nacional em cima da minha liberdade de escolha. Se vão me empurrar goela abaixo o que não quero assistir, a qualidade de produção já foi pro brejo muito antes. Deus nos livre desses incentivos.
Um abraço,
Geraldo, SJDR, MG.
Caro LUCAS,
Assino embaixo, tirem as mãos do meu controle remoto, até porque só nos resta a tv por assinatura. A outra, já desliguei há tempos…
Diálogo exige paciência. E essa você prova possuir.
Mais uma vez, parabéns pelo Aristoi e pela causa que abraçou.
Abraços,
BetoQ.
sigoum castro,
até agora você apenas se ateve ao que o diálogo não é:
No diálogo ” não há tentativa de convencimento sobre determinado ponto de vista”; se “tenta-se convencer um outro sobre seu ponto de vista, que não sua opinião é o certo, não se tem diálogo”; no “diálogo aberto não se tenta convencer um outro de nada”.
Além de fundamentar sua definição do que é algo somente pela indicação do que ele não é, ainda arremata o fazendo de forma redundante e monotemática.