Apresentação do Poeta WESCLEY J. GAMA
Wescley J. Gama nasceu em São Vicente, em meio aos ares da Serra de Sant’Anna a lhe emprestar gentilezas e simplicidades. Mora em Currais Novos desde a infância, palco de suas inquietações artísticas. Participa ativamente da vida cultural currais-novense, onde realiza curso de violão e saraus literários, estes através do Grupo Casarão de Poesia. Pelas veredas do Seridó, tece sonhos e realizações a pouco mais de vinte e sete anos, o que tem lhe rendido bons frutos, dentre os quais a sua promissora atuação como músico e poeta. Como músico, participou das bandas Almanaárá e Seu Ernesto, atuando como guitarrista e compositor. Suas belíssimas composições se orquestraram harmonicamente no CD lançado no ano passado, denominado “chuva, estiagem, água, lampiões”, um misto sereno de música e poesia. Já como poeta, Wescley tem incursionado seus versos por caminhos luminosos. Foi vencedor do VII Prêmio Luís Carlos Guimarães de Poesia (2007), promovido pela Fundação José Augusto; e agora venceu a quarta edição do Concurso de Poesias Zila Mamede, promovido pelo Jornal Potiguar Notícias. Os poemas a seguir foram os premiados:
cinco agoras de sítio
I
lagartixas metidas entre pedras
se entregam à lenta missão
de afagar a tarde quente.
II
bois pousados à beira de barreiros sangrando
vencem todos os relógios de parede da fazenda.
III
pés de pitomba
com grandes cachos de meninos
trocam seus frutos por amor.
IV
trabalhadores a passos largos para o roçado
discutem a seriedade
de se enterrar umbigo de menino novo
ao pé da porteira.
V
burros com cargas d’água
passam sede no caminho seco.
Para conhecer mais do talento artístico deste seridoense, visite a sua Taberna, e delicie-se com o melhor do vinho e da poesia!
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Belíssimo!!!!!!!
Me fez viajar no tempo e recordar
minha infância lá no Cuji,terra do meu avô,
em Campo Redondo-RN. Parabéns!.
Esse aí eu conheço!!
Uma pessoa realmente dotada de grande capacidade como poeta e músico.
Parabéns!!
sinto um cheiro forte de manoel de barros, mas tudo bem.é bonito.
Senti-me também transportada à minha terra natal, Nova Palmeira/PB, aonde o senário descrito pelo poeta não era tão diferente. Parabéns, Wescley, valeu! Ivonete Mamede.